domingo, 31 de julho de 2011

Câncer de pênis: evite esse mal


O câncer de pênis não possui uma causa específica. Há, sim, fatores ligados à sua origem. A falta de higiene é um dos principais. A presença de fimose quando o estreitamento na abertura do prepúcio (a pele que reveste a glande) impede que ela seja exposta é outro, já que dificulta a retirada do esmegma, um líquido branco produzido no prepúcio, a pele que cobre a glande. "Essa secreção natural causa irritação crônica, que pode ser o estopim da doença", explica Gustavo Guimarães, urologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, de São Paulo. "Nosso trabalho identificou que 87% dos doentes não foram operados de fimose", conta Aguinaldo Nardi, coordenador do estudo. Não é à toa que entre os judeus, circuncidados dias após o nascimento, praticamente não existe esse tipo de câncer. O primeiro sintoma é uma pequena ferida na cabeça ou no corpo do pênis. Só que ela não dói e, talvez por isso mesmo, muitas vítimas não dão bola. Sem parar de crescer, a lesão pode assumir uma forma de couve-flor. Se não houver tratamento, as células cancerosas se infiltrarão nos tecidos internos do órgão e seguirão para os gânglios inguinais, provocando inchaços na virilha. Nesse ponto podemos considerar que a doença já se disseminou é metástase.



Fonte: ANGELO MASSAINE

Revista saúde

sábado, 30 de julho de 2011

A importância do sono

Uma boa noite de sono é fundamental para a saúde do sistema nervoso. Se dormirmos pouco ou não dormirmos bem, podemos ficar nervosos, sonolentos, com reflexos diminuídos e com dificuldades de aprendizagem.

Orientações para melhorar a qualidade do sono:

·         Procure deitar e levantar  nos mesmos horários todos os dias
·         Vá para a cama só quando estiver com sono
·         Não use a cama para ler, escrever, ver televisão ou alimentar-se
·         Evite ficar na cama sem dormir. Ficar na cama rolando de um lado para o outro gera estresse e piora a insônia.
·         Evite cochilos durante o dia
·         Faça atividades físicas regulares
·         Estabeleça um ritual de relaxamento antes de deitar; tome um banho; diminua a luminosidade do quarto.

Fonte: PEREIRA, Murilo A. Em guerra com o travesseiro. Ciência Hoje, Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, n. 224, p. 8-11, março 2006.

É verdade que os sapos espirram veneno que pode cegar?

Fonte: istockphoto.com/ Eric Delmar



Na verdade, não é veneno que eles jogam a longas distancias, mas sim urina, que causa uma irritação. O veneno fica localizado em uma glândula atrás do olho e só é eliminado se a glândula for apertada. A intoxicação só ocorrerá se tiver contato com a mão ou levado a boca.
Tome cuidado ao manusear sapos, pois a reação do organismo depende de pessoa para pessoa e podem ocorrer acidentes gravíssimos.
Não devemos sair por ai perseguindo os sapos, eles são excelentes caçadores de mosquitos e por isso dependemos deles para o equilíbrio ecológico.



Por Ana Paula Santana

O ato de beijar pode transmitir doenças graves



Cada gota de saliva possui mais de dois bilhões de bactérias diferentes e durante um beijo elas ficam passeando de uma boca pra outra. Muita calma. Sem nojo. Pois, as bactérias do seu parceiro dificilmente vão arrumar um lugar para viver na sua boca.

Entretanto, há algumas doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, como sifílis, herpes e uma série de infecções bacterianas. A mais comum de ser transmitida é a mononucleose, que é até conhecida como "a doença do beijo". A gengivite, por exemplo, é uma infecção bacteriana que teve sua incidência aumentada nos últimos anos, provavelmente em decorrência do hábito de "ficar".

As temidas doenças sexualmente transmissíveis (DST) também podem ser contraídas pelo beijo. O Departamento de Saúde dos EUA considera que pode haver risco, apesar de muito pequeno, de transmissão do vírus HIV, causador da doenças da AIDS, através do beijo da boca, caso existam feridas ou sangramento na boca. O risco de transmissão do HIV através do beijo na boca teoricamente é maior em pessoas com body-piercing na língua ou lábios. Outras DST também transmissíveis pelo beijo incluem sífilis, gonorréia, hepatite A e citomegalovírus. 

Fonte: Jeferson Machado,
Farmacêutico Bioquímico Clínico.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Asteróide pode colidir com a Terra em fevereiro de 2019



Um asteróide descoberto há poucas semanas pode colidir com a Terra em 1º de fevereiro de 2019 – mas a margem de erro ainda é grande, segundo os cientistas.

"Trata-se do objeto mais ameaçador já encontrado no espaço", disse Benny Peiser, da Universidade John Moores, de Liverpool, na Grã-Bretanha.

Os astrônomos deram ao corpo celeste uma nota 0,06 na chamada escala de grau de ameaça de Palermo.

Considerando seu grau de brilho, os astrônomos estimam que o asteróide tenha 2 quilômetros de diâmetro e se choque com a Terra a uma velocidade de 28 quilômetros por segundo, o suficiente para destruir um continente inteiro e causar mudanças climáticas em todo o planeta.

Fonte: David Whitehouse
BBC 



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Prevenção do câncer de intestino




O câncer de intestino quase sempre se instala no intestino grosso. São raríssimos os tumores malignos de intestino delgado.
A parte do tubo digestivo que denominamos intestino grosso é formada pelo ceco, cólon ascendente, transverso e descendente, sigmóide e o reto. Nessas áreas, os tumores costumam ter origem em pequenos pólipos benignos fixos à mucosa, nos quais se instalam alterações progressivas no DNA causadoras de transformação maligna.
São necessários anos de evolução para que um pólipo se transforme em lesão maligna, característica biológica que oferece ampla oportunidade para retirá-lo antes que nele se acumulem as mutações necessárias para chegar à malignidade.
Como regra, no entanto, doentes que desenvolvem câncer de intestino nunca foram submetidos a exames preventivos para diagnosticar a presença dos pólipos que antecedem o aparecimento da doença.
Há pessoas que correm mais risco de câncer de cólon e reto. É importante conhecê-las, porque precisam de vigilância mais intensiva:

1) As que têm um parente de primeiro grau diagnosticado com esse tipo de câncer antes dos 50 anos. Nesses casos, existe suspeita da existência de síndromes hereditárias que aumentam muito o risco;

2) As que têm um familiar de primeiro grau com câncer do cólon ou reto diagnosticado depois dos 50 anos. O parentesco duplica a probabilidade da doença;

3) Os portadores de enfermidades inflamatórias do cólon e do reto, como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn.

Os principais fatores ligados ao estilo de vida que aumentam o risco são as dietas com alto teor de gorduras e/ou pobres em fibras e em cálcio, tabagismo, vida sedentária e consumo excessivo de álcool.
Existem diversas estratégias para a prevenção do câncer colorretal:

1) Pesquisa de sangue oculto nas fezes

Parte do princípio de que muitos pólipos e tumores malignos em fase inicial apresentam sangramentos microscópicos identificáveis nas fezes através de diversas técnicas de baixo custo.
No entanto, como esses exames são incapazes de detectar lesões que não sangram testes negativos não asseguram ausência de tumores (falso-negativos). Ao contrário, quando o resultado é positivo, há necessidade de complementar com a realização de colonoscopia, para visualizar a parte interna do intestino e afastar ou confirmar a presença da lesão responsável pelo sangramento.
Consideradas em conjunto, essas limitações fazem com que muitos médicos considerem esses testes de pouca utilidade.

2) Estudos radiológicos

Uma das únicas armas disponíveis no passado, os enemas de bário, exames radiológicos precedidos pela introdução de líquido de contraste contendo bário através do reto, perderam a utilidade porque provocam desconforto, deixam de identificar lesões precursoras e tumores malignos em fase inicial.
Recentemente, foram desenvolvidas técnicas de colonografia por tomografia computadorizada que permitem obter imagens de 90% dos pólipos com mais de 1 cm, com um índice de falso-positivos de apenas 14%. As limitações do método são o emprego de radiações, o custo, a necessidade de preparo para esvaziar o intestino e a de
exigir colonoscopia para a retirada dos pólipos diagnosticados.

4) Sigmoidoscopia

Embora desconfortável, é um exame simples, ambulatorial, realizado pela introdução de um pequeno endoscópio que visualiza as porções mais baixas do intestino: reto e sigmóide. Não detecta lesões mais altas, que incidem em mais de 30% dos casos de câncer.

5) Colonoscopia
É o método mais importante, assunto que merece discussão mais detalhada em nossa próxima coluna.


Fonte: Drauzio Varella.com.br

Mata Atlântica pede socorro - Revista Eca USP


São Paulo é um dos estados mais ricos da federação brasileira e está carente de áreas verdes. Biólogos estudam maneiras de recuperar áreas degradadas de Mata Atlântica, através de levantamento florístico e chuva de sementes que auxiliam no reflorestamento.

Em 1500, quando o Brasil foi descoberto pelos europeus, a Mata Atlântica cobria uma área de 15% do território brasileiro. Atualmente, ela está reduzida a 7% de sua cobertura original. Estes dados são da SOS Mata Atlântica, organização que há 18 anos monitora e defende a Mata Atlântica.

Estes dados preocupam a bióloga Ana Paula Farias Santana que finalizou uma pesquisa de Levantamento Florístico em uma área de Mata Ciliar localizada no município de Arujá em São Paulo”, neste trabalho ela afirma que “conhecer a flora da vegetação natural é importante para o desenvolvimento de modelos de conservação, manejo de áreas remanescentes e recuperação de áreas perturbadas ou degradadas”.

A bióloga Edna Pereira dos Santos reforça que o trabalho de levantamento florístico e análise da chuva de sementes servem para avaliar quais serão os futuros regenerantes que irão colonizar o local que será recuperado. “Faz-se o levantamento de espécies dos biomas para plantar árvores pertencentes a mesma região”, afirma Santos.

Santana afirma que a destruição da vegetação causa problemas sérios para o equilíbrio do planeta, como erosão eólica, hídrica, degeneração do solo, diminuição da umidade do ar, também aumenta o risco de enchentes, reduz a biodiversidade, aumenta a poluição do ar e causa vários outros problemas que afetam a qualidade de vida. Por isso, é necessário restabelecer a cobertura vegetal para garantir o desenvolvimento sustentável e retomar o equilíbrio dos ecossistemas. Esse quadro está relacionado à falta de instrução sobre a importância de se preservar as florestas.

As biólogas concordam quando afirmam que tudo no Brasil é influenciado pela educação. Segundo elas precisa partir dos professores a educação ambiental. “O brasileiro não tem uma base educacional que ensina o valor de uma árvore, o que é um ecossistema ou qual a função dele”, finaliza Santana. Santos complementa ao dizer que é “importante levar todo o conhecimento para as comunidades menos favorecidas”.

*Charlene Aparecida Salustiano é jornalista e teve a colaboração da bióloga Cleia Santos Allen na captura das imagens da floresta no município de Arujá.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A floresta

Qualquer vida é muito dentro da floresta
Se a gente olha de cima, parece tudo parado.
Mas por dentro é diferente.
A floresta está sempre em movimento.
Há uma vida dentro dela que se transforma sem parar.
Vem o vento.
Vem a chuva.
Caem as folhas.
E nascem novas folhas.
Das flores saem os frutos.
E os frutos são alimentos.
Os pássaros deixam cair às sementes.
Das sementes nascem novas árvores.
E vem a noite.
Vem a lua.
E vêm as sombras que multiplicam as árvores.
As luzes dos vagalumes são estrelas na terra.
E com o sol vem o dia.
Esquenta a mata.
Ilumina as folhas.
Tudo tem cor e movimento. 

Poema de um índio Ticuna.

Hipertireoidismo



Hipertireoidismo
O hipertireoidismo ocorre quando há uma produção excessiva dos hormônios da tireóide (T3 e T4). Em sua forma mais suave, não apresenta sintomas facilmente diagnosticáveis ou apenas distúrbios como fraqueza ou sensação de desconforto. Entretanto, em seu aspecto mais grave, a doença pode até matar. Há risco de a disfunção afetar a gravidez ou a fertilidade feminina, entre outros males. Ocorre um aumento no volume da tireóide durante o hipertireoidismo, o que também pode ser associado a outros sintomas, como:
·                 Aceleração dos batimentos cardíacos acima de 100 por minuto (chamada taquicardia)
·                 Irregularidade no ritmo cardíaco, principalmente em pacientes com mais de 60 anos.
·                 Nervosismo, ansiedade e irritação.
·                 Mãos trêmulas e sudoreicas
·                 Intolerância a temperaturas quentes e probabilidade de aumento da sudorese
·                 Queda de cabelo e/ou fraqueza do couro cabeludo
·                 Rápido crescimento das unhas, com tendência à descamação das mesmas.
·                 Fraqueza nos músculos, especialmente nos braços e coxas.
·                 Intestino solto
·                 Perda de peso importante
·                 Alterações no período menstrual
·                 Aumento da probabilidade de aborto
·                 Olhar fixo
·                 Protusão dos olhos, com ou sem visão dupla (em pacientes com a Doença de Graves)
·                 Acelerada perda de cálcio dos ossos com aumento do risco de osteoporose e fraturas.
Entre as causas para o hipertireoidismo estão a doença de graves, o bócio a existência de um nódulo tóxico (que produz mais hormônios tireoidianos que o necessário), tireoide subaguda, silenciosaou pós-parto, ingestão excessiva de iodo (presente em comprimidos de alga, expectorantes ou em amiodarona, usada em remédios para arritmia cardíaca) e a superdosagem de hormônios tireoidianos. 

Hipotireoidismo

Assim como o hipertireoidismo, o hipotireoidismo também causa um aumento de volume da tireóide Contudo, esse aumento não é acompanhado de mais produção dos hormônios tireoidianos, mas sim pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).
Como outros males da tireóide, o hipotireoidismo é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. Os endocrinologistas orientam mulheres, especialmente acima de 40 anos, a fazerem o auto-exame da tireóide regularmente. Entre os sintomas do hipotireoidismo estão:

·                 Depressão
·                 Desaceleração dos batimentos cardíacos
·                 Intestino preso
·                 Menstruação irregular
·                 Diminuição da memória
·                 Cansaço excessivo
·                 Dores musculares
·                 Sonolência excessiva
·                 Pele seca
·                 Queda de cabelo
·                 Ganho de peso
·                 Aumento do colesterol no sangue
Na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção auto-imune. O hipotireoidismo também afeta recém-nascido. Nesses casos, o problema é diagnosticado pelo conhecido "teste do pezinho" e o tratamento deve ser iniciado imediatamente.
As complicações causadas pelo hipotireoidismo são normalizadas por meio das prescrições do médico. Quando o tratamento não é adequado, o paciente pode sentir anemia, coronariopatia e desordens gastrointestinais, neurológicas, endócrinas, metabólicas e renais. Também são comuns as disfunções respiratórias, dislipidemia, glaucoma, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e, no caso de recém-nascidos, retardo mental, surdez e deficiência de crescimento. 
Fonte: http://www.tireoide.org.br/